the true cost não combina

Se você segue o @naocombina no Instagram já deve ter percebido que eu assisti “The True Cost” mais de uma vez. E toda vez que eu compartilho imagens nos stories percebo que muita gente nem sabe da existência do documentário. Então, antes de qualquer coisa: se você se veste, assista este documentário! “The True Cost” não fala apenas sobre o mercado da moda. Fala sobre mundo. Sobre sociedade. Sobre seres humanos. Nós somos responsáveis pelo que consumimos e é essencial que você saiba o efeito que “a peça #trend da estação” causa na vida das pessoas.

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Este não é um resumo de “The True Cost” ou uma lista de 15 motivos para você assistir (mas se você procurar no Google vai encontrar vários resumos). Isso porque, desde a primeira vez que vi, sabia que eu deveria escrever um texto sobre o efeito dele na minha vida.

Nos primeiros 30 minutos eu senti um nó na garganta. A verdade é que eu já sabia de tudo que o documentário fala. Já li estatísticas, já vi noticias no jornal, já estudei, já li etiquetas… mas nada é tão forte quanto ver rostos e nomes. Eu me senti pesada. Culpada. Pausei o documentário. Fui ver minhas etiquetas no armário novamente. E lamentei.

Na primeira vez que assisti, não consegui terminar. Parei na história de vida de umas das principais personagens e prometi que retomaria depois. Eu comecei a repensar tudo que eu já fiz, os conteúdos que eu compartilhei com vocês, as roupas que eu comprei recentemente e passei dias com uma pergunta na cabeça: O QUE A GENTE ESTÁ FAZENDO COM O MUNDO? 

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Eu sempre quis falar de moda de uma maneira leve, engraçada, inspiradora e realista. Mas é muito difícil para mim ignorar todo o efeito que a indústria fashion vem causando na humanidade. É como se o lucro das grandes marcas ou uma tendência no nosso armário fosse mais importante do que a vida de alguém. Como se valesse a pena acabar com os recursos naturais para desfilar com uma calça jeans que não dura 1 ano. 

Mas e agora? Eu preciso desistir da moda para ser uma pessoa melhor? Stella McCartney aparece nos depoimentos para me lembrar que não. (Ufa!)

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Dias depois de pausar, eu terminei de ver o documentário pela primeira vez. E vi de novo. E de novo. E antes de sair para comprar uma roupa eu vi mais uns minutinhos. Eu queria me lembrar de cada rosto ali antes de pegar uma peça para provar.

Nas semanas seguintes eu ainda estava pensando no documentário cada vez que me vestia. Os looks que compartilho no Instagram nunca mais vão ser os mesmos. Eu não posso ignorar o que eu sei e fingir que este não é um problema meu (como a H&M faz). Eu sei que é problema meu. É meu e seu. É nosso!

Eu não vou garantir que nunca mais vou entrar numa fast fashion  ou falar de tendências. Eu sou humana. Ainda vou consumir errado muitas vezes, mas vou me empenhar ao máximo para consumir melhor a cada dia. Isso inclui comprar menos, com mais consciência, checar mais as etiquetas, questionar os preços, comprar mais dos pequenos produtores locais e escolher qualidade e não quantidade. E, se além disso, eu conseguir incentivar uma ou duas pessoas a fazerem o mesmo, sei que o peso nos meus ombros vai diminuir. Posso contar com você?

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